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Orçamento que lê o documento

O preço de um pedido de tradução está escrito no próprio arquivo. Como contar página, achar o idioma e cobrar sem ninguém no meio, no caso da GB.

Yan Nguyen · fundador6 min de leitura

Quem pede orçamento de tradução manda um arquivo e espera uma resposta. Na maior parte das empresas, essa resposta depende de alguém abrir o arquivo, contar as páginas e conferir a regra de preço. Só que o preço já está escrito no próprio documento.

Ler o arquivo é o que tira a espera do meio. Este texto mostra o caminho como ele roda no site da GB Translations, que faz tradução certificada e juramentada, com escritórios em Orlando e Miami.

Quanto custa responder um orçamento à mão

O custo não aparece numa conta de horas. Ele aparece na espera. Quem precisa de uma certidão traduzida para um processo de imigração quer saber o preço agora, e não amanhã.

Na GB, o orçamento era um botão que virava e-mail. Alguém abria o documento, contava as páginas, consultava a tabela, respondia e cobrava. Cada pedido de orçamento esperava a vez de uma pessoa.

Nenhum desses passos pede julgamento. Contar página e aplicar uma regra são tarefas de conferência, e elas se repetem iguais em todo pedido. O que muda de um pedido para outro é só o arquivo.

Enquanto o e-mail não volta, o cliente continua procurando. Pedido que espera resposta é pedido que pode ir para outro lugar.

E a pessoa que conta páginas está ocupada com isso no lugar do que sabe fazer. Numa empresa de tradução, o que ela sabe fazer é traduzir.

Contar página pela estrutura do arquivo

O preço de uma tradução sai de três coisas: quantas páginas, de qual idioma e para qual. A primeira está escrita dentro do arquivo. Não é preciso abrir o documento na tela para lê-la.

Cada formato guarda a própria organização. Um PDF declara quantas páginas tem, e uma apresentação declara quantas lâminas. A ferramenta de pedido da GB conta assim em PDF, DOCX, PPTX, ODT, TIFF e foto.

O cliente solta os arquivos, confirma os idiomas e vê o preço. A contagem de páginas e a cotação acontecem no navegador; o arquivo só é guardado quando o pedido avança. No fechamento do pedido, ele vai para um depósito privado, com endereço assinado.

Contar pela estrutura tem uma vantagem sobre contar à mão: a conta sai igual toda vez, para o mesmo arquivo. Duas pessoas contando às pressas podem chegar a números diferentes. O arquivo, não.

O cliente sabe o preço antes de falar com alguém. É a primeira peça para o orçamento deixar de passar por uma pessoa.

Descobrir o idioma de um arquivo com texto, no navegador

O idioma é a segunda parte do preço. Quando o arquivo tem texto, ele é reconhecido ali mesmo, no navegador, sem IA.

A ferramenta da GB tem perfis de 52 idiomas, feitos de palavras funcionais e de ortografia, e compara cada arquivo com texto a esses perfis por método estatístico. Artigo, preposição e acento dizem a língua de um texto. É a mesma pista que um tradutor usa quando bate o olho na primeira linha.

Línguas gêmeas empatam de propósito, e aí a tela pergunta. Indonésio e malaio dividem quase todas as palavras funcionais. Escolher entre os dois por conta própria seria cobrar no chute.

A variante regional sai das marcas do próprio documento. Um CPF ou um cartório dizem que a certidão é do Brasil, e a GB vende por variante.

Quando não sabe, a tela pergunta. É o que impede o preço errado.

Quando o arquivo é foto: um modelo que só sugere

Documento escaneado e foto não têm texto para comparar com perfil nenhum. Ali só há imagem, e imagem precisa de outra leitura.

Quando a página não tem texto, até três imagens dela vão a um modelo de visão aberto, que roda na conta Cloudflare da própria GB. Ele responde só a etiqueta do idioma. Nem a imagem nem a resposta vão a log, e o documento não fica registrado na leitura.

As páginas votam, e o modelo só sugere o idioma: quem confirma é o cliente. O mesmo arquivo não é lido duas vezes.

O modelo não conta página e nunca define preço. A contagem continua sendo a da estrutura do arquivo, e o preço continua sendo a regra do negócio. É onde a automação foi interrompida de propósito.

Um teto diário de custo desliga a leitura e avisa se for atingido. Leitura de imagem tem preço, e IA em produção precisa de freio.

O servidor recalcula tudo

O preço da tela foi calculado no computador do cliente. Para mostrar, isso basta. Para cobrar, não: qualquer número que sai de um navegador pode ter sido mexido no caminho.

Por isso a tela calcula, e o servidor recalcula tudo do zero. Ele lê a estrutura de cada arquivo outra vez e nunca confia no número que chegou do navegador.

O preço mostrado e o preço cobrado saem da mesma conta, feita duas vezes. A segunda é a que vale.

Essa etapa não aparece para o cliente, e é por isso que ela costuma ser esquecida. Sem ela, a cotação no navegador seria só uma sugestão de preço.

Pagar na mesma tela

Com o preço conferido, o cliente paga ali mesmo. Na GB, o pagamento sai pelo Stripe, com cartão e carteiras.

Pagar na tela em que se viu o preço é o que transforma pedido de orçamento em compra. Não há e-mail de volta, nem link mandado depois, nem cobrança que alguém precisa lembrar de enviar.

A regra de preço também continua sendo da GB. Preços e adicionais, cupons e formulários são editados pela própria GB, num painel próprio, sem depender de nós.

O pedido chega pronto para o time

Ao confirmar o pagamento, a entrega é automática. O time da GB recebe o pedido com os documentos e um botão para baixar tudo, e o cliente recebe o comprovante.

Uma conferência diária busca pagamento que ficou parado no caminho. Pedido pago não fica esperando alguém lembrar dele.

Entre o arquivo do cliente e o pagamento não há mais ninguém no meio. O preço sai na hora e é conferido no servidor.

O time da GB recebe o pedido pago, com os documentos, pronto para começar. Ninguém conta página à mão antes de o cliente pagar.

Por onde começar

Todo orçamento respondido à mão segue uma regra, mesmo que ela more na cabeça de quem responde. O primeiro passo é escrever essa regra, com os adicionais e as exceções. Depois, o arquivo passa a ser lido pela estrutura, o idioma pela estatística, e o modelo entra só onde não há texto.

O caminho inteiro está no serviço de orçamento e pagamento automáticos, e você pode escrever para a Anêmona contando como o pedido chega hoje.

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